O Conselho de Representantes da ADunicamp, reunido em 20 de fevereiro, decidiu intensificar o debate na categoria docente sobre política salarial e carreira. Para isso, serão convocadas reuniões nas Unidades da Unicamp – com participação dos conselheiros e da Diretoria da ADunicamp – a respeito da insatisfação dos docentes quanto aos seus níveis de remuneração e também às dificuldades de progressão na carreira.

Entende-se que, sobretudo os níveis iniciais da carreira docente – MS 3.1 e MS 3.2 – os salários estão bastante defasados, seja na comparação com as Universidades Federais, seja na comparação com algumas instituições privadas de ensino ou mesmo no mercado de trabalho fora em empresas e outras instituições. Os conselheiros discutiram a necessidade de se abrir um debate franco entre a comunidade e a reitoria a respeito deste tema.

“Além de lutarmos contra a fuga de cérebros, precisamos fazer com que novos cérebros continuem chegando à Unicamp. Cada vez mais a Universidade e o serviço público tem deixado de ser atrativo aos novos talentos, com todas as perdas que a carreira tem sofrido – como o provável fim da incorporação de gratificações e demais perdas da reforma da previdência estadual em tramitação na ALESP”, disse o professor Wagner Romão, presidente da ADunicamp.

O calendário geral das reuniões será divulgado nos próximos dias. Com o intuito de fomentar o debate, a Diretoria faz um convite aberto a todos/as docentes da UNICAMP para que escrevam artigos a respeito da política salarial e da carreira, os quais serão divulgados em todos os canais de comunicação da entidade.

ASSEMBLEIA NO DIA 11 DECIDIRÁ SOBRE PARALISAÇÃO NO DIA 18 DE MARÇO

Foi aprovado no 39o Congresso do Andes-SN – do qual a ADunicamp é seção sindical – a participação na Greve Geral da Educação, convocada para o dia 18 de março. As pautas principais das mobilizações são a luta contra a precarização do ensino e a defasagem salarial, a renovação do Fundeb e também a luta contra o contingenciamento e cortes de recursos para a ciência e tecnologia.

A ADunicamp convocará Assembleia a realizar-se no dia 11 de março, 12h, para a decisão sobre a paralisação das atividades no dia 18 e também sobre como a categoria organizará suas ações. Também será ponto de pauta, conforme deliberado pelo Andes-SN, a possibilidade da construção de uma greve nacional de docentes ainda no primeiro semestre.

INCORPORAÇÃO DE PESQUISADORES DA CARREIRA PQ À ADUNICAMP

A Diretoria da ADunicamp informou aos membros do CR todo o processo de diálogo com servidores da carreira Pq que reivindicam a possibilidade de filiar-se à nossa Associação. Esta relação vêm se estreitando desde o início do ano passado e é chegada a hora de uma decisão que envolva todos os filiados e filiadas ao sindicato.

A decisão implica em alteração do Regimento da ADunicamp. A Diretoria consultou o Andes-SN sobre o tema e foi dado sinal verde para que seja feita a alteração.

Toda alteração no Regimento deve ser feita em Assembleia Geral Extraordinária, convocada especialmente para esse fim, respeitado o quorum de 10% do total dos sindicalizados. Hoje a ADunicamp possui atualmente 2.283 filiados, de modo que serão necessários os votos de pelo menos 228 associados/as. A deliberação sobre a alteração estatutária deve ser de no mínimo 60% dos sindicalizados presentes.

A Diretoria convocará uma Assembleia para deliberação sobre a filiação dos Pqs à entidade no dia 25 de março, a partir das 9h da manhã. Haverá uma urna onde deverão ser depositados os votos dos filiados presentes. Votam apenas as pessoas já filiadas. Espera-se que o quórum mínimo seja obtido ao longo do dia 25.

Se a votação pela mudança estatutária for vitoriosa, ela deve ainda ser referendada por maioria simples, em consulta a ser realizada nos dias 12 e 13 de maio, mesma data das eleições para a nova Diretoria e Conselho de Representantes da ADunicamp (2020-22), bem como da nova Diretoria do Andes-SN (2020-22).