POR QUE DEVEMOS DEFENDER A UNICAMP: DEFENDER A UNICAMP É DEFENDER A UNIVERSIDADE  PÚBLICA BRASILEIRA, A EDUCAÇÃO E A CIÊNCIA DE INTERESSE PÚBLICO!

Como as demais universidades públicas, federais e estaduais, a Unicamp é responsável pela maior parte das pesquisas que se desenvolvem no País, com impactos concretos na vida da população de uma forma geral, seja na Saúde e na tecnologia utilizada na indústria e no dia a dia, seja na formação de profissionais e pesquisadores que atuarão em várias áreas do Conhecimento e vários segmentos da atividade profissional. Com isso, a Unicamp é importante não apenas para a qualidade da Educação nos níveis de graduação e de pós-graduação em diferentes áreas e para o progresso da ciência, como para a preservação do meio ambiente e da soberania nacional, para a inserção inequívoca do Brasil no cenário dos países social e economicamente desenvolvidos e para a garantia da autonomia e da autodeterminação da País.

OS NÚMEROS DA UNICAMP

Se pensarmos nos índices da década de 2008 a 2018, os números da Unicamp, uma das melhores e mais produtivas universidades do mundo em diferentes ranqueamentos internacionais utilizados para qualificar as universidades, são mesmo admiráveis:

Aumento de 58,5% em 10 anos.  Em 2009 eram 1033 estudantes. Em 2018 o total de estudantes oriundos/as de escola pública atingiu a marca de 1.638.

A Unicamp aumentou a sua produção científica em 77% em 10 anos. Em 2009 foram 2.812 publicações. Em 2018 a Universidade contou com 4.981 pesquisas publicadas.

Os Serviços de saúde da UNICAMP atendem, atualmente, 90 municípios, e beneficiam mais de 5 milhões de pessoas. Em 2018 foram 1.027.692 consultas realizadas, 61.381 intervenções cirúrgicas, 5.307 partos, 5.711.149 exames laboratoriais e foram disponibilizados 921 leitos para a população.

A Universidade só atinge esses objetivos e esses números porque se trata de uma universidade pública, gratuita, de excelência e socialmente referenciada!

QUAIS OS PERIGOS QUE CORREM A UNICAMP, BEM COMO A EDUCAÇÃO E A CIÊNCIA BRASILEIRAS DE UM MODO GERAL?

Desde a instabilidade política e econômica vivida no Governo Temer, quando foram aprovadas a reforma trabalhista e a EC 95, que congela os gastos públicos na área da Educação e da Ciência, situação agravada pela política de desamparo e negligência do Governo Bolsonaro, a situação das universidades públicas, da Educação Pública Superior e da Ciência brasileira têm sofrido toda sorte de golpes e ataques, tanto por parte do Governo Federal, como do Estadual, sob a forma de cortes de verbas e apoio para as atividades e projetos de pesquisa, arrocho salarial de docentes, pesquisadores e funcionários técnico-administrativos, intervenção na autonomia universitária, subfinanciamento das universidades públicas estaduais, fechamento de centros de pesquisa ou intervenção em sua agenda de trabalho, pauta conservadora e por vezes francamente reacionária para assuntos educacionais (tais como militarização das escolas, projetos como homeschool e “escola sem partido”).

O PAPEL DA ADUNICAMP NA DEFESA INTRANSIGENTE DA UNIVERSIDADE, EDUCAÇÃO E CIÊNCIA PÚBLICA

A Unicamp faz, em 2019, 53 anos de existência. A ADunicamp – Associação de Docentes da Unicamp – faz 42 anos!  

Neste Boletim Especial trazemos uma linha do tempo, de 1977 a 2019, que ilustra as principais ações que a ADunicamp (imagens ao lado) tem realizado ao lado da comunidade universitária, em conjunto com outros sindicatos docentes, associações de classe e movimentos sociais. Ao lado destes vários segmentos, a ADunicamp tem envidado esforços para que um dos maiores patrimônios da sociedade brasileira não seja tocado por aventureiros – aqueles que gostariam de reservar a Ciência e a Educação apenas para poucos, aqueles que não hesitam em subordinar o País inteiro à lógica empresarial e privatista.

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