Os docentes da Unicamp, reunidos em assembleia no dia 24 de maio de 2018, decidiram pela paralisação das atividades no dia 29 de maio, para acompanhar a reunião do CONSU em que seria votado o reajuste de 1,5% proposto pelo CRUESP, bem como no dia 30 de maio, quando se daria a reunião do CRUESP com o Fórum das 6, por ocasião da data-base.

Por força da mobilização dos funcionários, o CONSU terminou por não se realizar. O reitor da Unicamp – amparado pelos reitores da USP e da Unesp – decidiu que não seria realizada a reunião entre CRUESP e Fórum das 6, prevista para o dia 30.

Em meio ao feriado, o reitor convocou novo Consu para esta próxima terça-feira, dia 5 de junho, às 13h. Deste modo, chamamos os e as docentes da Unicamp a estarem presentes no Ato que realizaremos em frente ao prédio da Secretaria-Geral, onde se realiza o Consu, a partir das 12h. Novamente pediremos a retirada de pauta da aprovação do 1,5% e a retomada imediata das negociações entre CRUESP e Fórum das 6.

Reforçamos nosso posicionamento e a reafirmação dos seguintes princípios e propostas.

  1. Defesa dos salários, das condições de trabalho e da carreira docente como imprescindíveis para a defesa da universidade pública.

Para sobreviver ao contexto político-econômico atual, a universidade pública não pode deixar de considerar a importância daqueles que a constroem, dedicando a ela seu trabalho e sua vida.

  1. Manutenção do diálogo qualificado entre as entidades sindicais e o CRUESP, com o objetivo de preservar e ampliar as negociações salariais e relativas à carreira docente.

Não podemos aceitar passivamente as perdas que sofremos e a falta de perspectiva de progressão na carreira; não há democracia sem a possibilidade de efetivamente manifestar e discutir diferentes pontos de vista e sem negociação efetiva.

  1. Continuidade do estado de mobilização como forma de pressionar a administração pela alteração da proposta de reajuste apresentada pelo CRUESP.

A visão estritamente econômica que orienta a posição da Reitoria impede, na prática, a discussão de alternativas; as decisões do CRUESP não devem ser somente técnicas, elas devem ser políticas e estratégicas, dizendo respeito ao projeto de universidade pública que se defende.

  1. Questionamento crítico do aplicativo divulgado na página oficial da Universidade que simula a partir de certos dados o comportamento das finanças da universidade.

Essa iniciativa não trata com a devida sobriedade o financiamento da universidade pública; além disso, o simulador é pouco transparente, pois não permite incluir em seu cálculo, por exemplo, os valores devidos pelo governo do Estado referentes ao campus de Limeira, os descontos de programas habitacionais e a Nota Fiscal Paulista no repasse do ICMS.

  1. Solicitação de maior comprometimento da Reitoria na cobrança, junto ao governo do Estado, de valores devidos e repasses não feitos à Universidade.

Assumir que o reajuste de 1,5% está aquém das expectativas e necessidades dos docentes e técnicos administrativos, como tem feito a Reitoria, é uma posição demasiado tímida para uma administração preocupada com a preservação de um quadro docente qualificado e com a manutenção das atividades-fim da Universidade.

Por fim, é fundamental que haja o maior comparecimento possível de docentes em nossa próxima Assembleia, na quarta-feira, dia 6 de junho, 12h, na sede da ADunicamp para que discutamos as próximas ações de mobilização de nosso movimento.