Nesta terça-feira, 09 de junho, o CONSU (Conselho Universitário) da Unicamp aprovou, com poucas modificações e com ampla maioria, a moção sugerida pela ADunicamp que reivindica ao Poderes Públicos maior efetividade e união para combater a pandemia da Covid-19.

O texto traz, dentre outras argumentações, a constatação de que “diversas lideranças políticas têm emitido sinais contraditórios nestes dias, contrariando aquilo que a Ciência já estabelece como as melhores formas de enfrentamento à Covid-19. Ações e declarações que minimizam os efeitos da doença, negam doentes e mortos, e que são contrárias ao isolamento social têm confundido a população e, na prática, vêm sabotando os esforços locais e nacionais de contenção da pandemia.”

Diante do exposto, o texto evidencia a “importância estratégica das Universidades Públicas, Institutos de Pesquisa e dos Hospitais Universitários para o bem estar da sociedade e o futuro soberano do país”, o que revela o quão importante é a “manutenção e eventual ampliação dos orçamentos para educação, ciência e tecnologia.”

Confira ao lado (ou aqui) a leitura e a aprovação da moção. abaixo, leia o texto do documento na íntegra:

A Ciência é o pilar fundamental pelo qual devem se sustentar as ações de enfrentamento à Covid-19 e às crises sanitária e econômica que a acompanham. As Universidades, sobretudo as públicas, têm a missão de auxiliar os poderes públicos na tarefa de salvar vidas e de minorar os efeitos perversos da pandemia. E elas, como a Unicamp, não têm fugido desta missão.

É preciso, no entanto, que os poderes da República estejam também a altura dos desafios que se colocam neste momento. A coordenação de ações entre União, estados e municípios, bem como a articulação entre o Poder Executivo, Legislativo e Judiciário são cruciais para vencermos a pandemia.

Lamentavelmente, diversas lideranças políticas têm emitido sinais contraditórios nestes dias, contrariando aquilo que a Ciência já estabelece como as melhores formas de enfrentamento à Covid-19. Ações e declarações que minimizam os efeitos da doença, negam doentes e mortos, e que são contrárias ao isolamento social têm confundido a população e, na prática, vêm sabotando os esforços locais e nacionais de contenção da pandemia.

Todos os poderes e esferas governamentais devem se manter firmes no propósito de atuar na crise a partir de princípios e métodos científicos. Mais do que nunca, esta crise evidenciou a importância estratégica das Universidades Públicas, Institutos de Pesquisa e dos Hospitais Universitários para o bem estar da sociedade e o futuro soberano do país. Nesse sentido, é fundamental a manutenção e eventual ampliação dos orçamentos para educação, ciência e tecnologia.

O investimento em educação pública de qualidade e em pesquisa científica deve ser contínuo e consistente. Não se criam grupos de pesquisa e pesquisadores de qualidade de um dia para o outro. Este momento crítico que estamos vivendo têm lembrado à sociedade o valor inestimável das Universidades Públicas. Sem profissionais de qualidade, sem instituições públicas, sem ciência avançada seria impossível enfrentar a crise de hoje, e as que ainda estão por vir.