A Diretoria da ADunicamp convidou todos/as candidatos/as a vereador/a ligados à Unicamp para escreverem sobre “a universidade e o desenvolvimento da cidade de Campinas”. Os textos serão publicados por ordem de chegada. A seguir, confira o material preparado pelo candidato Juliano Davoli:

 


 

“A Unicamp e o desenvolvimento da cidade de Campinas.”

A nossa Campinas, cidade do interior de um estado brasileiro, tem condição singular no país. O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) oficializou, em 25 de junho deste ano, a nossa cidade com status de metrópole no país. Ou seja, Campinas é a única metrópole que não é capital de um estado brasileiro, destacando-se no conjunto das atuais 15 metrópoles brasileiras, ou seja, como um dos principais centros urbanos do Brasil. 

Campinas adquiriu o status em virtude do elevado dinamismo da sua economia, que concentra uma estrutura empresarial sólida, diversificada e forte, com grande número de empresas; por sua influência regional sobre a Região Metropolitana (RM) de Campinas com dezenove municípios; e, pelo porte demográfico, que ultrapassa os quatro milhões de habitantes na RM. Conhecida como “Vale do Silício brasileiro”, é um dos principais polos tecnológicos da América Latina e concentra 30 das 500 maiores empresas de alta tecnologia do mundo, segundo dados da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Social e Turismo. Campinas tem um Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 57 bilhões, em 2018, o décimo maior do País, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A cidade é a maior do interior do Estado de São Paulo e desempenha importante papel no escoamento da produção e distribuição de produtos e insumos na região.

Campinas atingiu o nível de metrópole, também, por abrigar instituições públicas nacionalmente importantes, atraindo contingentes populacionais muito significativos de outras cidades para acessarem bens e serviços, incluindo os serviços de Educação oferecidos pela PUCC e por várias universidades privadas. No cenário das instituições públicas campineiras catalizadoras da atenção nacional a Unicamp tem um lugar muito especial, talvez o de maior importância, ao lado do IAC, do ITAL, do CNPEM (Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais, a nova denominação da Associação Brasileira de Tecnologia de Luz Síncrotron, que inclui o Laboratório Sirius), CPqD/Telebrás, CTI e Embrapa/Campinas. E podemos afirmar que a nossa Unicamp é o núcleo educacional, científico e tecnológico e que fez desta pujante cidade um centro gerador de conhecimento e de riquezas da maior importância para o Brasil.

É desta forma que enxergo a importância da cidade e da Unicamp, simbioticamente, com um amplo e forte potencial de geração de desenvolvimento socioeconômico, mais intensamente baseado no potencial científico e tecnológico disponível. Entretanto, também considero que esse potencial não tem se manifestado com a força e as múltiplas possibilidades que oferece, principalmente porque os sucessivos governos da cidade e seus prefeitos titulares não têm tido a devida sabedoria para provocar uma aproximação produtiva e profícua para a cidade.


A CAMPINAS E A UNICAMP QUE EU VEJO E DESEJO.

A minha experiência pessoal como servidor da Unicamp, quando fui Diretor da Casa do Lago – entre 2008 e 2012 – e Coordenador do GGUS (Grupo Gestor Universidade Sustentável), – entre 2014 e 2019 – e Diretor Administrativo e Financeiro da IMA (Informática dos Municípios Associados) – entre 2013 e 2014 –, empresa pública municipal de Campinas, levam-me a acreditar que existe uma enorme lacuna no espaço possível de colaboração entre a Unicamp, o governo local de Campinas, as empresas, as organizações educacionais e as organizações da sociedade civil.

Além do que já sabemos, sobre a importância da prestação de serviços médico-hospitalares que a Unicamp oferece para a população de Campinas e regiões próximas, que dão muita notoriedade à Universidade e deve continuar, a cidade de Campinas, em particular, pode se beneficiar de conhecimentos científicos e tecnológicos que a Unicamp produz nas áreas de Educação, de Energia, de Meio Ambiente, de Sustentabilidade, de Recursos Animais e Vegetais, de Planejamento Urbano, de Recursos Hídricos, de Qualidade do Ar Atmosférico, de Tratamento de Resíduos (reciclagem do lixo urbano e destinação dos resíduos perigosos), de Artes Cênicas e Musicais, de Construção Civil, de Transportes e Locomoção Urbana, Agricultura Familiar Sustentável (Agroecologia), Políticas de Alimentação e Nutrição e Política de Esportes.

Na vanguarda da procura por novos caminhos para o desenvolvimento regional e nacional quero destacar uma investida inovadora da Unicamp para os tempos mais próximos, que cria perspectivas muito positivas para o impulsionamento da parceria que eu vislumbro com o governo municipal. Trata-se da proposta de instalação em Campinas de um HIDS – “HUB Internacional para o Desenvolvimento Sustentável – cuja finalidade é construir uma estrutura que combina e articula ações, através de parcerias e cooperações entre instituições que possuem competências e interesses voltados a prover contribuições concretas para o desenvolvimento sustentável de forma ampla, incluindo as ações que tenham impactos nos eixos social, econômico e ambiental. Essa estrutura deve estar sediada em um local onde as sinergias são identificadas e potencializadas, sendo, desse modo, denominada como um HUB. A ocupação dessa área é uma oportunidade de explorar iniciativas para promover atender e incentivar a Agenda 2030, da ONU, com seus 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, um compromisso assinado por 193 países, incluindo o Brasil.

Sua visão é contribuir para o processo do desenvolvimento sustentável, agregando esforços nacionais e internacionais para produzir conhecimento, tecnologias inovadoras e educação das futuras gerações, mitigando e superando as fragilidades sociais, econômicas e ambientais da sociedade contemporânea.” (http://www.hids.depi.unicamp.br/sobre/). 

Ressalto, a partir da minha experiência como Coordenador do GGUS/Unicamp, a importância da estreita colaboração entre a Universidade e o governo municipal na implantação de politicas de sustentabilidade, por ser uma das áreas mais preocupantes na atualidade. 

A minha conduta diuturna como vereador da cidade de Campinas, se eleito, será trabalhar como agente promotor de uma intensa cooperação entre os setores da municipalidade, que considero vitais, tendo o Executivo Municipal como núcleo articulador e a Unicamp como fornecedor de conhecimentos, e com a participação do legislativo (Câmara Municipal), do meio acadêmico universitário privado, das instituições públicas de pesquisa cientifica e tecnológica, já citadas acima, e das entidades organizadas da sociedade civil representativas da população. 

juliano Davoli (PT) – 13222
Candidato a vereador em Campinas