As longas e difíceis negociações realizadas entre a diretoria da ADunicamp e a Unimed permitiram que o reajuste das mensalidades ficassem em 21% para as faixas Única e Agregados/as e 9,5% para a faixa Etária, contra os 51% propostos inicialmente pela operadora dos planos de saúde.

A negociação se prolongou por mais de cinco meses e foi concluída apenas em novembro de 2019, depois de uma série de estudos e cálculos detalhados realizados tanto da ADunicamp como pela Unimed.

“A negociação foi muito delicada, já que tratamos de um convênio com uma entidade com a qual mantemos uma parceria de muitos anos e que cuida de uma questão essencial que é a saúde”, avalia o diretor da ADunicamp, professor Edson Joaquim dos Santos (Cotuca), que teve um papel ativo nas negociações. Ele lembra também que o setor de planos de saúde é muito regulamentado e dá pouca margem de flexibilidade nas negociações.

O reajuste de 51% em todos os contratos foi proposto inicialmente pela Unimed sob argumento de que o convênio com a ADunicamp teve um déficit anual muito alto nos 12 meses anteriores ao início das negociações. Assim, para chegar aos reajustes mais adequados, foram realizadas algumas mudanças contratuais, entre as quais a descontinuação do Plano Master que teve seus usuários transferidos para a Rede Especial, com acomodação individual.

Os contratos com a Unimed são renovados no mês de julho de cada ano. Assim, os novos valores deveriam ter sido praticados a partir de agosto, mas como as negociações estavam em curso ficaram atrasadas três parcelas das mensalidades – agosto, setembro e outubro/2019.

Para facilitar o pagamento dessas parcelas, a ADunicamp solicitou à Unimed o parcelamento dos valores retroativos. Com isso, os usuários passaram a pagar os valores reajustados a partir de novembro, junto com a primeira das quatro parcelas das mensalidades em atraso, que finalizam em fevereiro.