Como vem ocorrendo de forma sistemática nos últimos anos, as negociações referentes ao reajuste do Plano de Saúde (Unimed) para 2018 foram extremamente difíceis, se estendendo por um período maior que o desejado. O roteiro também se repetiu, com a Unimed propondo um índice elevado e a Diretoria da ADunicamp trabalhando para que as novas mensalidades não se tornem impraticáveis.
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SÍNTESE DA NEGOCIAÇÃO
O índice de reajuste proposto inicialmente pela Unimed foi de 39,4% – muito acima dos reajustes de nossos salários.  Esta proposta para o reajuste foi encaminhada pela operadora em junho, num momento de grande impasse nas negociações de nossa data-base com a Reitoria.
Assim, fizemos a contraproposta de reajustar o Plano de Saúde 2018 com os mesmos índices do reajuste salarial fixado pelo Cruesp – 1,5%.
A nossa contraproposta foi imediatamente rejeitada pela Unimed, sob o argumento de que os critérios para reajuste dos Planos de Saúde são muito diferentes daqueles que norteiam os nossos reajustes salariais.
A partir de então, seguiu-se uma longa negociação, com novas propostas da operadora e contrapropostas da nossa parte (leia abaixo).
Até que, no início de agosto, as negociações foram encerradas unilateralmente pela Unimed. De acordo com a operadora, o reajuste mínimo que poderia aceitar seria para a majoração dos contratos em 17%.
A ADunicamp ainda insistiu na apresentação de uma contraproposta, após analisar minuciosamente todos os documentos encaminhados pela operadora. Mas a Unimed recusou-se a negociar qualquer outra proposta abaixo do índice de 17%.
 CRONOLOGIA
As negociações com a Unimed foram conduzidas, desde o início, com base em números e planilhas esquadrinhados pela diretoria da ADunicamp.
A primeira planilha apresentada pela Unimed, um espelho financeiro da operadora com dados de uso, custos e receitas, mostrava um déficit acumulado de R$ 4,8 milhões, entre maio de 2017 e abril de 2018. Daí a justificativa para o reajuste de 39,4%.
A ADunicamp apresentou estudos próprios sobre a situação financeira do convênio e questionou a dimensão do deficit. E solicitou que a Unimed reconsiderasse e recalculasse os números, levando em conta também o delicado momento financeiro da categoria.
Diante do exposto, a Unimed apresentou uma nova proposta de reajuste de 24,60%. A ADunicamp mostrou que este índice impactaria excessivamente a situação financeira dos nossos conveniados.
A contraproposta da ADunicamp, que tomou como base os índices de inflação da área de saúde dos últimos 12 meses, foi a de reajuste de 6,5% – prontamente recusada pela Unimed.
Seguiu-se, a partir de então, a longa negociação que culminou com a decisão unilateral da operadora em fechar o reajuste em 17%.
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