As entidades que compõem o Fórum das Seis reuniram-se na terça-feira, 25/3, para tabular e discutir as sugestões enviadas pelas categorias em sua primeira rodada de assembleias da data-base 2019.

Foi geral nas assembleias a concordância com a proposta de centrar a campanha salarial deste ano em três pontos: o reajuste salarial (“Arrocho, não! Isonomia, já!”), defesa das universidades (luta pelo financiamento público adequado, liberdade de cátedra, plano de permanência estudantil, recursos para os HUs etc.) e contra a reforma da Previdência. Assim, será preciso travar as nossas lutas específicas – contra o desmonte das universidades, contra o arrocho salarial e em defesa da isonomia, por melhores condições de trabalho e estudo – em sintonia com a resistência e a reação às reformas em curso, como a previdenciária.

Em relação à reivindicação salarial, as assembleias usaram como subsídio o estudo divulgado no Jornal do Fórum, que trouxe o Salariômetro 2019, mostrando os reajustes salariais necessários para voltar ao poder aquisitivo de maio/2015, maio/2016, maio/2017 e maio/2018, conforme a tabela abaixo, calculados com a inflação (ICV-Dieese até janeiro/2019).

O ponto de partida em maio/2015 não desconsidera perdas anteriores, mas marca o momento em que, no período mais recente, o arrocho agravou-se, pois as universidades deixaram de repor a inflação do período, empurrando nossos salários cada vez mais baixo. Após a data-base de 2014, aprofundou-se a política dos reitores das estaduais paulistas, de se omitir frente à falta de financiamento público adequado e jogar sobre a comunidade o ônus da recuperação das finanças, o que se materializa no arrocho salarial, na quebra de isonomia (com o calote da Unesp nos 3% em maio/2016), no congelamento de contratações e na sobrecarga de trabalho, na precarização dos contratos de trabalho, no fechamento de creches e no sucateamento de hospitais públicos como o HU da USP, entre outros.

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