CAMPANHA DE SINDICALIZAÇÃO

QUAL O SENTIDO DA SINDICALIZAÇÃO

  • A luta contra a precarização das condições de trabalho, a mercantilização do ensino, a redução de direitos trabalhistas, as perdas salariais, a fragilização do Estado democrático de Direito, a reforma trabalhista naquilo que afeta os trabalhadores de uma forma geral – em sua saúde, em sua segurança, em sua inclusão social.
  • Defesa da categoria diante do poder público e da administração central da Universidade, a representação dos interesses da categoria em instâncias pertinentes, o incremento do sentido das ações comunitárias e da valorização profissional, o prazer da convivência em espaço institucional de grande relevância em nossa vida, um conjunto de benefícios e vantagens que decorre do interesse coletivo. 

Por tudo isso, se você ainda não é sindicalizado ou sindicalizada, sindicalize-se!

Lutemos juntos pelos nossos direitos e por nossa qualidade de vida na Unicamp!

Vamos fortalecer a ADunicamp!

Ficha de Filiação

SINDICALISMO DOCENTE E OS DESAFIOS DO MOMENTO

Vivemos em uma época de abalos no mundo do trabalho. Eles são provocados pela articulação global do capital e do mercado de trabalho e pela propagação do trabalho digital. Em outro sentido, também pela diminuição progressiva do dispêndio de mão-de-obra na produção agrícola e industrial e pela forte ampliação do trabalho ligado aos serviços.

Estas transformações se refletem na crise das formas de organização política dos trabalhadores. Os sindicatos passam por um período de reorganização motivada pela diminuição de suas bases históricas no chão de fábrica e por esta expansão dos serviços, fortemente desregulados.

À desregulação, informalização e perda de territorialidade se soma o avanço das políticas neoliberais que, desde os anos 1980, vêm impondo a perda gradativa de garantias previdenciárias e de bem-estar aos trabalhadores. Com alguma variação de país para país, a própria atividade sindical tem sido cerceada por ações do Estado e do próprio capital.

No Brasil, como se sabe, os grandes sindicatos foram fundamentais para a organização da sociedade no período de declínio da ditadura militar. Ganharam força e legitimidade política nas lutas contra o arrocho salarial desde o final dos anos 1970. Neste âmbito, o sindicalismo no setor público também teve papel de destaque. As primeiras organizações gremiais e sindicais do setor público – ainda semi-clandestinas até a Constituição de 1988 – foram fundamentais para a manutenção do poder de compra dos salários.

É no período de remodelação do Estado brasileiro, ao longo dos anos 1990 e 2000, já após o arrefecimento da inflação, que o sindicalismo do setor público passará a enfrentar seus maiores desafios. Os sucessivos embates sobre o regime previdenciário dos servidores públicos – que afetaram fortemente o movimento docente nas Universidades federais e estaduais – colocaram os sindicatos na defensiva. Numa sociedade tão desigual como a brasileira, direitos adquiridos dos servidores passaram a ser vistos como privilégios.

Assim, os benefícios previdenciários daqueles que iniciaram suas atividades de trabalho docente nas Universidades Públicas nos últimos anos são bastante distintos dos docentes mais antigos. Mesmo assim, permanecem as ameaças de descaracterização do serviço público, inclusive nas Universidades Públicas. As propostas de reforma da previdência em tela podem vir a alterar a ideia de o regime de dedicação exclusiva à docência e à pesquisa deva ser devidamente recompensado.

A tendência dos atuais governos estadual e federal é a mercantilização de tudo. Em São Paulo, as desonerações de impostos de inúmeros setores da economia aparecem como a solução mágica para a retomada do crescimento econômico e da geração de empregos. A possibilidade de sucesso é remota, a se julgar pelo histórico recente. Enquanto isso, as Universidades Públicas, os Institutos de Pesquisa e a FAPESP perdem recursos já escassos que alimentarão a manutenção do lucro fácil (subsidiado) das empresas. Menos empresas pagando o ICMS justo é igual a menos recursos para a educação e a ciência
e tecnologia.

É tamanho o ataque às Universidades que, neste momento, não basta ao sindicalismo docente lutar pela manutenção do poder de compra dos salários e por nossa carreira. É preciso intensificar a defesa da Universi-dade Pública. O que está em jogo, como penso que jamais esteve, é a própria ideia de Universidade como espaço reservado à lógica do mercado e das crenças de cunho religioso ou do senso comum. A Universidade como lócus da produção autônoma do conhecimento científico precisa ser defendida.

O sindicalismo docente – do qual faz parte a ADunicamp – deve ser protagonista nesta tarefa histórica e precisaremos de todos e todas as docentes para mantermos esta conquista da sociedade brasileira.

BAIXE NOSSAS ARTES E COMPARTILHE EM SUAS REDES SOCIAIS. TODOS JUNTOS SOMOS FORTES!!