Docentes da Unicamp, reunidos em assembleia nesta sexta-feira, 10, decidiram aderir à greve do Dia Nacional de Luta em Defesa da Educação, marcada para o próximo dia 15, e participar ativamente das manifestações que serão realizadas em conjunto com entidades ligadas à áreas educacionais, com apoio de centrais sindicais e entidades da sociedade civil.

Na manhã do dia 15 haverá panfletagem conjunta de docentes, funcionários técnico-administrativos e estudantes nas entradas e saídas da Unicamp. Às 9h, haverá uma manifestação em frente à Reitoria e, de lá, os manifestantes seguirão para o ato no Largo do Rosário, na região central de Campinas, que reunirá também entidades ligadas a todos os níveis do ensino do setor público e privado.

Em seguida, professores/as partirão em ônibus fretado pela ADunicamp para a grande manifestação que ocorrerá em São Paulo, em frente ao MASP (Museu de Arte de São Paulo), na Avenida Paulista.

Docentes interessados em participar da manifestação em São Paulo devem entrar em contato com a funcionária da ADunicamp Rose Coutinho pelo endereço eletrônico rose@adunicamp.org.br.

DATA-BASE

A assembleia, que ocorreu no auditório da ADunicamp, decidiu também, por unanimidade, rejeitar o índice de reajuste salarial de 1,8% proposto pelo Cruesp e aprovar o indicativo de 8%, decidido pelo Fórum das Seis, para as negociações da data-base/2019.

Números apresentados pela diretoria da ADunicamp, durante a assembleia, mostram que nos últimos quatro anos as perdas salariais nas universidades paulistas foram de 15,9% na Unicamp e USP, e de 19,9% na Unesp.

De acordo com o Fórum das Seis, o índice de 1,8% não repõe nem a inflação do período – maio de 2018 a abril de 2019 – e o reajuste de 8% reporia apenas uma parte das perdas dos últimos quatro anos.

CPI DA EDUCAÇÃO

No início da assembleia, o presidente da ADunicamp, Wagner Romão (IFCH), fez um breve relato da segunda reunião da CPI de Educação, ocorrida dia 8 na Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo) e da qual participaram diretores da entidade.

De acordo com ele, a CPI exigirá uma participação permanente das universidades e das entidades ligadas a elas, para evitar que ocorram desvios nas investigações e na divulgação delas para a sociedade.

“Vivemos um momento de perseguição às universidades e com certeza teremos uma longa e dura jornada pela frente”, avaliou.