Movimento se intensifica com novas adesões e com ampliação da greve da educação federal
Nesta quarta-feira (3), a greve dos docentes federais completa uma semana. O movimento, deflagrado no dia 28 de maio com a adesão de 18 seções sindicais, já conta com a participação de 23 seções sindicais.
“O movimento é crescente e com importantes atividades dentro das instituições federais e também em diálogo com a sociedade. É importante ressaltar as mobilizações estudantis em apoio à greve, que estão assumindo as reivindicações de verbas e melhores condições de trabalho e ensino nas IFE”, comenta o presidente do ANDES-SN, Paulo Rizzo.
Rizzo destaca que a expectativa é que na próxima semana a greve nacional se amplie ainda mais, pois estão previstas várias assembleias que discutirão a adesão ao movimento.  “Na próxima semana, devemos intensificar também as ações conjuntas com os servidores técnicos, que já estão em greve em quase todas as universidades federais, e com os estudantes, que também já paralisaram em várias instituições”, afirma.
De acordo com o presidente do ANDES, a agenda de atividades para as próximas semanas também deve prever um calendário de mobilização conjunto com os docentes das Instituições Estaduais de Ensino Superior, também em greve em vários estados. “Os professores das Universidades Estaduais do Paraná, Bahia, Mato Grosso e Rio Grande do Norte também tiveram que recorrer à greve para enfrentar o descaso dos governos estaduais com a educação pública e lutar por mais financiamento para as universidades. No Amapá, a comunidade acadêmica já aprovou greve das três categorias para o dia 10. E em vários outros estados, como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerias, os docentes seguem mobilizados, discutindo a possibilidade de deflagração da greve”, conta.
Reitores
Na próxima quinta-feira (11), representantes dos comandos de greve do ANDES-SN e da Fasubra participarão da reunião do Conselho Pleno da Andifes – Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino, aproveitando o espaço para conversar sobre os motivos da greve e questionar os reitores acerca dos cortes nos orçamentos das IFE, impostos pelo governo federal.
Principais pontos da Pauta de Reivindicações
– Defesa do caráter público da universidade
– Melhores Condições de trabalho
– Garantia de autonomia
– Reestruturação da carreira docente
– Valorização salarial de ativos e aposentados