Reitor tenta manobra e classifica decisão do colegiado como “indicação”

Um ato bastante expressivo em frente à reitoria da Unesp, o segundo convocado pelo Fórum das Seis para defender o pagamento do 13º salário aos servidores estatutários da Universidade, movimentou a frente da reitoria da Unesp nesta terça-feira, 22/1/2019. Mais de 400 pessoas – em sua maior parte procedentes dos campi da Unesp, mas também representações das entidades sindicais e estudantis da Unicamp, da USP e do Centro Paula Souza – protestaram durante a reunião extraordinária do Conselho Universitário, convocada justamente para discutir o problema. Ainda não receberam o 13º salário todos os servidores autárquicos docentes e técnicos administrativos, da ativa e aposentados, que somam em torno de 12.700 trabalhadores.

A reunião foi longa, com quase oito horas de duração, e com debates acalorados. O reitor Sandro Valentini e membros da reitoria tentaram defender sua proposta original, de parcelamento do 13º de 2018 em 4 vezes, a serem pagas até o final do ano.

Em meio aos debates, duas colocações chamaram a atenção dos conselheiros quando entrou em discussão a proposta de pagamento integral do 13º. A primeira delas, feita pelo reitor, de que só faria isso se fosse obrigado por decisão judicial, dando a entender que, nesse caso, teria os valores suficientes para quitá-lo de imediato. A outra colocação foi feita pelo assessor Rogério Buccelli, que alegou não poder tirar o dinheiro da Universidade que está aplicado em bancos, para não perder juros. Quando questionado se os prejuízos dos trabalhadores também não mereciam atenção – com juros e multas por dívidas não pagas, constrangimentos diversos, entre outros -, não respondeu.

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